Já ando para dissertar sobre este assunto à algum tempo, sinceramente não sei como começar este tema, primeiro porque nunca fui casado, segundo porque nunca tive filhos, terceiro porque nunca tive filhos e ex-mulher. Tudo aquilo que posso falar é sobre o que vejo acontecer com amigos, amigas e ex-companheiras.
Ora bem por onde ei-de começar….
As mulheres queixam-se que os ex não lhes dão dinheiro suficiente para os gastos que tem com os filhos, pelo que pude perceber a maioria recebe entre os 150 e os 250 euros por filho. Na maioria casos esta verba já contempla infantário/ATL, roupa, comida e actividades extras.
Os homens queixam-se que as mulheres querem o dinheiro deles para gastarem em roupa e outras coisas pessoais.
No meio disto tudo, ainda não consegui perceber quem tem razão.
As mulheres por seu lado tem alguma razão ao dizer que estes valores são um pouco escassos quando os filhos ainda utilizam fraldas e tem idades inferiores de 8 anos, uma vez que eles crescem muito rápido e o gasto com roupa é grande.
Os homens por seu turno não deixam de ter alguma razão, ao dizerem que 250 * 2 = 500 euros e que para uma criança gastar 500 euros por mês é muito dinheiro. Mas estes valores não caem do céu, os homens não se podem esquecer que este foi um valor negociado entre eles e as mulheres e que as mulheres apresentaram facturas em tribunal, muitas vezes por baixo, para se chegar a este valor. Como também não podem esquecer que neste valor está incluído metade do valor do infantário, assim como metade dos valores de algumas actividades extras que são fixas.
Partindo do pressuposto que a criança está num infantário que cobra 300 euros/mês já com refeições incluídas (sim estou a sonhar), que a criança não está em tempo de fraldas, que está matriculada em algumas actividades extra, digamos 60 euros por mês. Ok já vou com 360 euros por mês o que dá a cada um dos papás 180 euros o que sobra 70 euros para comida e vestuário, ou seja 140 euros no total. Se a criança gasta 140 euros todos os meses em comida e roupa, não claro que não, mas estes são valores médios, um mês a criança vai gastar mais noutro mês vai gastar menos.
Quando estamos a falar de papás em que o salário é bom, esta prestação não faz muita mossa nos orçamentos deles e por isso não sei porque se queixam, se acham que estão a ser roubados ou que os vosso filhos estão a ser maltratado pelas mães, é pá sejam Homens e peçam o poder parental e que a mãe do vosso filho vos dê aquilo que acham justo. Quando o pai recebe pouco, digamos menos de 1000 euros, estes valores fazem mossa, e são quase sempre estes pais que não se importam de fazer sacrifícios para poderem dar uma prestação melhor às mães, porque olham para a criança e não para o dinheiro.
Não estou aqui a defender as mães, apenas a dar a minha opinião enquanto amigo de muitos casais divorciados. É claro que não falei naquela pequena falange de HOMENS que só querem ver os filhos bem e não se importam de viver com menos uns euros, desde que os filhos estejam bem. E quanto ao argumento que vocês não têm recibos de que deram x valor para os vosso filhos e que não podem meter no IRS isso é MENTIRA, tem os comprovativos bancários das transferências, podem sempre pedir às vossas companheiras que vos passe um “recibo” anual de quanto receberam da vossa parte que vai ser válido nas finanças, INFORMEM-SE PORRAA!! (se estou a dizer alguma asneira, digam-me mas com provas)
Agora também chegou a hora de bater nas mães (eu prometo que não será com a mão, apenas com o vaso das flores heheheh).
Muitos dos pais queixam-se e com razão que as mães não permitem que estes vejam os filhos sempre que eles, pais, querem, elas defendem-se que os tempos foram definidos em tribunal e que por isso só estão a cumprir o que está escrito e acordado pelos dois. Minhas senhoras ver os filhos de 15 em 15 dias, não está com nada, vocês passam todos os dias da semana com a criança, ou as crianças, o vosso argumento tem sido que durante a semana não tem tempo para estar com ela(s) com qualidade, então porque é que não deixam os vossos ex-companheiros ficarem com eles durante um dia ou dois, ou sempre que eles querem? Se eles consegue dar esse tempo com qualidade… Se o tempo que vocês passam com as crianças é pouco e sem qualidade…
Uma solução passaria por os pais ficarem à vez um mês com a criança, e um dos fim de semanas desse mês ficaria para o outro pai. Assim acabava-se com as “mesadas” e com a distribuição do tempo, outra solução seria de 15 dias em continuo, sem fim de semana para o outro, em vez de um mês para cada um. Mas é claro que nestes casos, muitos pais dizem que não podem por causa do trabalho, ou das condições da casa onde vivem que não permite ter a criança um mês, por seu turno as mães dizem que o lugar da criança é com a mãe porque andaram a carregar a criança durante 9 meses.
A mim o que me chateia no meio disto tudo, é que a maioria dos desentendimentos que os ex-casais com filhos tem é sobre dinheiro, não conseguem ser distantes e pensar nas crianças em primeiro lugar.
Se existe muita mãe que se aproveita dos ex-companheiros, sim há. Se existe muito pai que se tenta fugir ao máximo com os seus direitos sim também o há, e nestes casos fico com vergonha de ser homem, porque a maioria destes ex-companheiros quando tentam fugir aos deveres deles usam todos e mais alguns argumentos para baixar o mensaldidade/mesada/prestação.
O que me levou a escrever isto foi ter reparado que não é uma minoria dos homens que tenta sempre baixar a mensalidade que dão para os filhos, também não são a maioria, acho que anda muito equilibrado o que a mim enquanto homem, deixa-me envergonhado. Se eu com o meu salário de 1000 euros conseguiria pagar uma mensalidade de 250 euros? Não, claro que não, por causa da prestação da casa, mas daria sempre nos momentos em que receberia o 13º mês, o subsidio de férias e o IRS, algo mais à minha ex-companheira. Mas os juízes tem isto em consideração, mas o que me deixa revoltado são os pais que ganham muito mais do que as mães a tentarem fugir aos deveres de pai.