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Arquivo da Categoria: Ela Conto

Ela – Capitulo IX

O telemóvel do Henrique dá sinal de ter um sms novo.

Trás o teu camião com a tua areia, hora do costume.

Ao que ele responde:

Areia e camião, sem falta à velha hora do costume.

Chegada a velha hora lá estavam eles Henrique e Joana, bem e que par, bonitos como sempre ainda mais cúmplices, sentia-se que aquela relação estava para durar. Joana com um belo vestido informal mas com uns pequenos apontamentos de charme e de requinte, Henrique esse lá vinha com aquele estilo tão pessoal de informal mas formal, afinal eram amigos de longa data, mas queriam fazer uma bela figura perante a Clara. Ele vinha munido com a bela garrafa de vinho da sua produção privada, ela com o belo ramo de flores, queriam impressionar mas sem dar nas vistas. Quebrado o gelo inicial, a noite correu bem. No final da noite depois dos convidados se terem despedido, Clara também se preparava para ir embora, dá-me um belo beijo, que me deixou meio atónico que só me deu tempo para poder dizer:

-Onde vais?
-Embora que já se está a fazer tarde!
-Embora? Tarde? – com aquele sorriso malandro, mas com ar de menino solitário

então pego no seu braço e puxo-a até mim.

-Embora! Achas mesmo que eu te deixava ir embora? Hoje dormes aqui, ou já te esqueces-te que estás a dever uma noite por aqui? Com a agravante que amanhã não se trabalha. Ai, a menina.
- Estava a ver que tinha de fazer-me convidada, ou deixar-me dormir por ai num canto qualquer da casa, assim sozinha e desconsolada. – diz isto com ar de provocação

Então subimos para o quarto.

 
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Publicado por em Outubro 19, 2007 in Ela Conto, Uncategorized

 

Ela – Parte VIII

Cheguei à empresa, e as piadas logo começaram.
- Ahh! Machão, isso é que é facturar bem!
- Grande noite, sim senhor.
- Aquilo não será areia a mais para a tua camioneta?
E eu a pensar mas do que é que estes tipos estavam a falar, bem é melhor ir trabalhar, deve ser alguma diarreia mental, sigo caminho para o escritório. Entro, tiro o portátil da mochila, ligo os cabos, vou pousar o portátil em cima da mesa, e…
-Mas o que é isto?
-Que carta é esta?
-Sem remetente? – Bem lá abro a carta:

Olá, já passou uma semana desde a última vez que nos vimos, e isto de falar por telemóvel não está com nada. Mau, começa mal esta carta, mas isto não será engano? – penso eu, e lá continua a carta. Já sinto a saudade, do sabor da tua pele, do contacto do teu corpo no meu, das nossas conversas e das brincadeiras também. Bem isto está a melhor, mas continuo sem saber que escreveu a carta. Aquele último jantar foi inesquecível, já para não falar do resto da noite. Bem isto já me é mais familiar mas não pode ser ela porque ainda não sabe onde trabalho. Desculpa ter mexido na tua mochila e ter-te roubado um cartão de contacto. Olha afinal foi ela, ai que a menina anda a portar-se mal, mas eu desculpo, acabo de ler o resto da carta e toca o telefone, e nem olho para o visor ainda estava a reler a carta, e depois só poderia ser a telefonista ou alguém que tivesse o número directo que não aparece nos cartões de visita.
-Sim.
-Olá, já lês-te a carta?
-Sim.
-Então hoje almoçamos juntos?
-Sim, quem fala, ouve-se mal deste lado. – Brinquei com a situação
-Estou, já estás a ouvir melhor?
-Sim, estou, quem fala?
-E agora já ouves bem?
-Sim, era uma pizza para o almoço, para duas pessoas, o recado está anotado.
-Malandro estavas a brincar!
-Então não tinhas saudades das nossas brincadeiras?
-Sim, estou, não se ouve nada deste lado, ahahahahha. Vais ver como elas te vão doer ao almoço. E onde vai ser?
-Na pizzaria do costume. Não percebeste a mensagem na piada? Estás a ficar loira, não te sabia assim?
-Ok, então até ao almoço. Amo-te.
-Eu também me amo, hehehe, beijos. – mais uma brincadeira usual entre nós.

Agora já percebo o porque de tantas bocas por parte deles na empresa. Abro a porta e digo:
-Preciso de mais areia para o meu camião.
Solta-se a gargalhada geral na empresa, e lá no fundo ouve-se uma voz feminina,
-Para quando o casamento? – coisa de mulheres, penso eu, mas respondo.
-Não tenho tempo para isso, ela também não, mas gostaram da areia?
-Existem gajos sortudos. – Disse o Henrique de dentro do escritório dele e lá continuou. Dá Deus nozes a quem não tem dentes.
-Dor de coto é lixada. – respondi eu, com o Henrique poderia ter respostas deste género, uma vez que já eramos amigos há muito tempo, mas verdadeiros amigos, só ainda não tinha tido tempo para fazer um jantar entre casais para ele e a Joana ficarem a conhecer-la.

 
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Publicado por em Novembro 11, 2006 in Ela Conto, Uncategorized, Veia de Inspiração

 

Ela – Parte VII

Deitados na manta, os dedos iam percorrendo os corpos de parte a parte como se de campos virgens e inexplorados tratasse, que se iam deixando descobrir aos poucos e poucos, num ora toca aqui, ora num toca ali, ora passa ao de leve com as pontas dos dedos por acolá, ora sente-se o arrepio pela espinha acima aquando de um toque mais sublime, mais íntimo. Segredos, que são partilhados ao canto do ouvido, línguas que se tocam por breves momentos, num jogo de toca e foge, e o mar ali tão perto, como mero voyeur, como mera testemunha de um jovem e inocente amor. A praia, como madrinha, lá ia aprovando todas as brincadeiras ao deixar que aquele dia fosse em tudo perfeito. Os banhos de mar, ai os banhos de mar, que tornavam tudo mais intimo, tudo mais geladamente “caliente”. O dia foi passando, o prazer foi aumentado e o inevitável acontecera, tinha chegado a hora de rumar a casa. Durante a viagem de regresso ela adormecera com um sorriso no rosto ao som de uma bela balada romântica, daquelas bem intimista. Chegados a casa dela, acordou com o latir do seu cão, sim ela tinha um belo e meigo lavrador preto, como que a anunciar que estava tudo em ordem em casa, no meio do nada lá aparece ele todo molhado com uma energia enorme de quem também tinha aproveitado a tarde à sua maneira com direito a piscina e tudo. Por muito que me custasse tinha de a deixar sozinha, tinha de ir a casa, tinha de ir trocar de roupa, recarregar as minhas baterias, tinha de lhe dar espaço para ela poder saborear todos os momentos vividos naquele dia à sua maneira, na sua intimidade. Chegado a casa o banho da praxe para tirar o sal do mar, seguido de uma refeição bem ligeira. Bem lá tive de ligar o pequeno monstrinho, o computador portátil, lá tive de ir ver todos os e-mails recebidos, ver a últimas noticias que tinham acontecido durante o tempo em que estive no paraíso. Lá me sentei-me e liguei o computador, e lá tinha um e-mail muito especial:

Quero-te aqui, às 22:30 sem falta. É uma ordem ;) .

- Humm, o que será que ela terá planeado? – pensei eu, toca a preparar mais roupa, mais toca a empacotar o portátil na mochila, e bora lá para casa dela.

 
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Publicado por em Outubro 4, 2006 in Ela Conto, Veia de Inspiração

 

Ela – Parte VI

Parte VI

Procuramos o sítio ideal para passarmos o resto da tarde, até que descobrimos uma zona protegida por algumas dunas. Ali estava bem lá no meio das dunas o nosso cantinho que tinha uma espécie de caminho directo até ao mar, estávamos cercados pelas dunas e pelo mar, era aquele o sítio já não haviam dúvidas, só certezas. Abri a mochila que levara comigo, e tirei lá de dentro o biquini que havia comprado de manhã.
-Toma um presente, disse que não te tinhas de preocupar com nada.
-Gosto, e faz o meu estilo, como adivinhaste?
-Existem segredos que não se podem divulgar e esse é um deles.
Deu uns 10 passos com o biquini na mão, começou a contemplar o mar, sentia-se uma energia no ar, era uma coisa sem explicação em que se sentia que ela estava a gostar do que via na sua frente, que estava em paz que naquele momento tinha curado todas as feridas do passado como se fosse magia. Naquele momento, deixei-a sozinha para que aquele fosse um momento só dela. Do nada começou a tirar a roupa, peça por peça, primeiro a t-shirt, logo a seguir o soutien – da posição em que estava podia contemplar o perfil daquele magnifico corpo, que seios –, de seguida passou para as calças que eram de ganga – as sandálias já as havia tirado quando entramos no areal – a seguir foi a vez do fio dental, ali estava ela toda nua à minha frente. Se houve um momento em que tinha a certeza de que queria partilhar os bons e os maus momentos da minha vida com ela, tinha sido neste, não perguntem porquê, mas foi naquele preciso momento. Até que ela começou a vestir o biquini, pela ordem inversa, chegada a parte do soutien do biqui:
-Podes dar-me uma mãozinha?
Uma mãozinha? Duas! Depois do que vi tudo que queria era dar-lhe uma “mãozinha”.
-Sim, como queira minha senhora, os seus desejos são ordem, as suas ordens são mandamentos.
Já estava na parte final do nó, quando ela se volta:
-Beija-me estúpido! Isto é uma ordem!!
O que poderia fazer? Era uma ordem….
A partir daí começou outra história: “Nós”.

 
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Publicado por em Agosto 5, 2006 in Ela Conto, Veia de Inspiração

 

Parte V

Parte V

-Olá! Bom dia!
-Olá, booom dia, dormiste bem?
-Sim, muito bem já não dormia assim há muito tempo.
-E tu?
-Nem por isso, senti o quarto vazio, a cama com espaço a mais.
-Acho que já falamos sobre isso, certo?!
-Sim, mas não consigo compreender porque é que estás tão relutante com esta relação, costuma ser o contrário, as raparigas mais na defensiva e vocês, homens, a forçar o andamento da carruagem.
-Sim, tens toda a razão, mas não será antes porque realmente gosto de ti, e porque realmente quero uma relação mais séria do que uma simples vingança? Sinto que ainda não estás preparada para uma relação mais séria, mais verdadeira, e eu não quero sofrer, nem quero ver-te sofrer, nem ver que andas a enganar-te.
-Mas quem disse que ainda não estou preparada?
-Os teus olhos, o teu coração. Isto já parece uma discussão de um casal à séria, ainda nem começamos e já estamos a provar um dos estágios mais avançados das relações, as discussões.
Posso tomar banho por cá?
-E roupa?
-Ah, ah, ando sempre com uma muda de roupa no carro, para uma emergência, e hoje como é sábado estava-me a apetecer ficar contigo o dia todo. E que tal?
-Ah! Não sei, afinal não temos uma relação, e eu estava a pensar vingar-me do meu ex-namorado e…… mas como não encontro ninguém acho que aceito, mas ainda não sei, vou pensar. – disse ela em tom de ironia e de brincadeira enquanto me puxava para a casa de banho.
Chegados à porta da casa de banho, estaquei e fiquei a olhar para ela com os olhos meios cerrados, comecei a pensar muito rapidamente se era este o momento indicado ou não para começar-mos uma relação à séria e deixarmos os joguinhos e as brincadeiras de parte.
-Que se passa?
-Se entrar ai, tudo o que disse há pouco deixa de fazer sentido, acho que vou utilizar a outra casa de banho, gosto demais de ti, desculpa mas tem de ser. – Mal ela sabia o que estava para vir da parte da tarde, ou ao almoço.
Banho tomado, pequeno-almoço já em fase de digestão, e eis que pegamos num dos carros para ir fazer umas compras para o almoço. Fui escolher as bebidas e as frutas, ela, as carnes e a pasta. O almoço seria lasanha à bolonhesa, mal ela sabia que era um dos meus pratos favoritos. Chegados a casa, bebidas postas no frigorífico, e ela lá foi fazer o almoço, expulsou-me da cozinha, seria uma retaliação pelo que se tinha passado de manhã?
-Humm, será que ela tem algum segredo especial para o molho e não o quer partilhar?
O almoço correu bem, a conversa foi amena, mais uma vez ela não me quis na cozinha, aproveitei para sair um pouco, deixando um bilhete:
-Venho já, talvez demore um pouquinho, prepara-te para sairmos.
Fui a uma loja comprar-lhe um biquíni e uma toalha de praia, aproveitei e preparei um pequeno lanche para dois. Dirigi-me a casa dela, pensando no queria desta relação. Chegado a casa dela, nem lhe dei hipótese de ela fazer perguntas, apenas abri-lhe a porta, fechei-lhe a porta, meti-me no carro, mudo pus um CD a tocar, um daqueles que são meio românticos, meio lamechas e continuei mudo o caminho todo. Ela já estava a ficar apreensiva com tamanho mistério, até que chegamos à praia.

 
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Publicado por em Julho 20, 2006 in Ela Conto, Veia de Inspiração

 

Parte IV

Parte IV

Que raio de dia este, só quero chegar a casa meter-me na banheira, comer qualquer coisa leve e ir dormir. Isto de fazer horas extras não está com nada. Ora deixa-me cá desligar o telemóvel, não vá aparecer mais um contratempo.
(Toca o telemóvel)
Olha, olha, mesmo na última, será que atendo?
Deixo tocar?
Deixa cá atender pode ser alguma coisa importante.
(Sem olhar para telemóvel)
- Sim! Quem fala?
- Ainda não fiz nenhuma pergunta e já estás a dizer que sim, humm!
- Sabes como é, qualquer pedido teu é uma ordem.
Ainda bem que atendi o telemóvel, – pensei.
- Mas, pelo menos sabes quem está a falar?
- Deixa cá ver:

  • a voz, é a mais bonita e harmoniosa que já ouvi e não me é estranha
  • o perfume é simplesmente sublime – em gargalhada
  • o número do telemóvel também não é estranho, acho que o tenho para aqui.

- Mas como é que sabes o número se este número está privado? Estou a telefonar da empresa.
Raios! – pensei eu naquele instante – Porque é que não olhaste para o visor? Anda agora desenrasca-te.
- Huummm, não te posso dizer, porque senão teria de matar.
- Está bem, eu acredito.
- Daqui a 30 minutos em minha casa. É um pedido! Ou será uma ordem!?
Fiquei quieto sem emitir qualquer som, apenas veio-me uma vozinha à cabeça que me dizia: “Sortudo, e ainda queria desligar o telemóvel. 30 minutos para estares em casa dela, isso não te dá tempo para o banho.”
- Então estás ai, não dizes nada?
- 50 minutos e estou ai, tenho de ir a casa tomar banho e trocar de roupa.
- Nada disso, tens 30 minutos e nada mais. A partir de agora.
Whou, ela hoje está poderosa, humm mas está-me a agradar, vamos lá ver até onde ela é capaz de ir.
- Sim minha senhora, a senhora manda.
Meti-me no carro e parti em direcção da casa de sua casa.

 
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Publicado por em Junho 2, 2006 in Ela Conto, Veia de Inspiração

 

Ela – Parte III

-Que belo restaurante, nunca o teria encontrado.
-Fico agradado pela aprovação.
Recusei a ementa, dizendo que já tinha escolhido. Levantei-me e fui interrompido por um:
-Onde vais?
-Venho já, não te preocupes.
Fui ter com o Sr. Manuel, um empregado do restaurante que já conhecia todos os meus gostos, pedi-lhe para nos trazer qualquer coisa leve, muito leve, para o jantar, que deixava a escolha com ele e com seu bom gosto. Nada de bebidas alcoólicas, e que para sobremesa poderiam ser uns crepes com gelado, uns morangos a acompanhar e calda de chocolate quente à parte. Era uma espécie de surpresa, que lhe queria fazer, e ao mesmo tempo ser surpreendido pelo Sr. Manuel, um homem com um extremo bom gosto.
Durante o jantar os temas foram os mais variados, desde politica até ao desporto, passando pela televisão e pelos programas de culto. Findado o jantar, decidimos ir dar um passeio pelo passadiço, que naquela noite parecia estar a levitar sobre as dunas, foi então que parei naquele lugar, bem lá no meio do passadiço, onde a vista é simplesmente sublime, nunca tinha lá estado de noite, toda a praia ganhara outra dimensão. Ela ali ao meu lado, perguntava o porquê de tal paragem, se ela tinha dito algo de errado, disse-lhe que não, que estava tudo bem. Coloquei-me atrás dela.
-Fecha os olhos. – pedi-lhe eu.
Ela intrigada, e meio assustada lá os fechou com algum receio, eu ainda era um perfeito desconhecido, com as mãos tapei-lhe os olhos e sussurrei-lhe ao ouvido:
-Esquece tudo em que estás a pensar.
-Descontrai-te.
-Não pense em nada.
-Vá lá descontrai-te.
Comecei a sentir que ela já estava mais descontraída e:
-Agora abre os olhos.
-O que vês?
-Sim é lindo, nunca pensei que pudesse ser assim tão belo. Não me tinha apercebido desta bela paisagem.
Era típica paisagem de luar numa praia que mais parece uma baía.
Foi então que ela pegou nas minhas mãos e fez com eu a abraçasse, ai como eu estava a gostar daquele momento, ela ali no meio dos meus braços, a agradável fragrância que saia do seu cabelo, era única, não se conseguía descrever. Os nossos corpos a comunicarem entre si através do calor que deles emanava, numa linguagem muita própria, estava a deixar-nos completamente loucos, foi então que o telemóvel dela toca, era o namorado, ou o ex-namorado, já que a relação deles andava algo meio tremida.
-Não atendes?
-Não, não me apetece falar com ele.
-Tudo bem, mas acho que seria melhor atenderes.
-Estou, diz lá o que queres?
Huumm!! As coisas estão mesmo más entre estes dois., pensei eu naquele momento, mas fiz-lhe sinal para irmos para o carro, uma vez que a noite já estava estragada, o melhor mesmo era ir embora, não queria aproveitar-me da situação. Não seria muito cordial da minha parte, tirar partido da fragilidade emocional dela. Acabado o telefonema:
-Então já vamos embora?
-É melhor, não deves estar com paciência, principalmente depois de desse telefonema.
-Queres falar, sobre o que se está a passar?
-É melhor não prefiro esquecer, é passado.
-Muito bem, tu é que sabes. Mas agora vamos lá embora, que já é um pouco tarde.
Entramos no carro, o clima estava um pouco pesado devido ao maldito telefonema que ela tinha acabado de receber. Pus o tal CD de R&B a tocar, para ver se ela esquecia o telefonema, no entanto senti a mão dela a agarrar a minha, olhei-a, e ele num gesto rápido ela puxou pelo meu pescoço e tentou-me beijar.
-Não! – disse eu.
-Não é justo da minha parte, aproveitar-me de ti neste momento. Sim apetece-me imenso beijar-te, mas não assim, estás a vingar-te do teu namorado ou ex. Não te quero assim, nem quero que o faças assim.
Ela, ainda tentou retorquir, mas eu não deixei, pus-lhe um dedo junto aos lábios e pedi-lhe silêncio.
-Fecha os olhos, e ouve a música, descansa.
Partimos rumo a casa dela.

 
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Publicado por em Maio 9, 2006 in Ela Conto, Uncategorized, Veia de Inspiração

 

Ela – Parte II

Parte II

Assim se iniciara uma longa conversa, naquela sala que deixara de ser fria e distante. Algum tempo passado em conversa, a fome resolveu aparecer, com alguma sorte a fome não aparecera só a mim, é então que num gesto arrojado faço-lhe um convite para jantar, ao que ela prontamente acedeu. “Oh não, estou no céu, morri, e não dei conta?!”, pensei naquele instante, voltando à terra, perguntei-lhe:

-E o que te apetece jantar?
-Deixo isso a teu cargo, tenta surpreender-me, faz-me uma surpresa.
Naquele instante só havia uma irritante voz na minha cabeça a dizer-me: “Estás feito, e agora? Palerma, estavas bem quietinho.”. Pois é, tinha acabado de convidar a mulher dos meus sonhos para jantar, mas tinha o grande dilema de não saber onde a ia levar, não poderia ser a churrasqueira da esquina, mas também não poderia ser o restaurante VIP da cidade. Tinha de arranjar e rápido uma ideia, um sítio agradável e aprazível para um jantar a dois. Foi então que num rasgo de génio lembrei-me de um certo restaurante/bar/café, o problema é que ainda ficava distante, cerca de meia hora de carro em auto-estrada. Fiz-lhe a sugestão que deixasse o seu carro em casa, pois não fazia sentido o carro dela ficar naquele sítio, foi então que ela ficou curiosa com o local onde iria ser o jantar, e se eu era de confiança para numa primeira vez poder-se entregar assim, a um desconhecido. Ao constatar tanta inquietude da parte dela, pedi-lhe que confia-se porque não se ia arrepender e que no máximo à meia-noite ela já estaria em casa se ela manifestasse intenção, relutante lá entrou no carro, mas sempre dizendo que esta era primeira vez que se entregava assim a um desconhecido. No leitor de CD’s do carro estava um álbum de R&B, que prontamente começou a tocar.
-Não acredito, também gostas deste álbum! – disse ela.
-Sim, é um álbum que está no meu Top 5.
-E quais são os 4?
-É simples, utiliza o leitor de CD’s para descobrires, estão na caixa do leitor, é só premires este botão para ires mudando de CD, claro que também estarão outros que certamente és capaz de não achar muita piada. Não deve fazer o teu estilo de música.
Em mais uma surpresa da noite, fico a saber que 4 dos CD’s do meu TOP 5 pertencem ao TOP 5 dela, e aqueles CD’s que eu pensava que não faziam o seu género, pois bem ela também apreciava. Estava a ser uma noite perfeita, ela era a tal, os mesmos gostos, tudo muito compatível, e ela era simplesmente bela, era tudo aquilo que sempre idealizara. A meia hora de auto-estrada, passara em 5 minutos tal foi a percepção do mesmo, na realidade já estávamos no parque de estacionamento do restaurante e meia hora de viagem acabara de se cumprir. A hora, essa, já era um pouco avançada 22:00, ao entrar no restaurante o chefe de salão prontamente indicou, uma bela mesa com uma vista sobre a foz do rio e sobre a praia. Aquela hora o restaurante encontrava-se quase vazio, a praia iluminada pela luz da lua, e pelo reflexo da mesma no mar, estava o clima ideal para a noite ser perfeita, tanto fora como dentro do restaurante.

 
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Publicado por em Abril 19, 2006 in Ela Conto, Uncategorized, Veia de Inspiração

 
 
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